Jovem empreendedora abre primeiro negócio em meio à pandemia

Se por um lado há empresários lutando para não fechar as portas, por outro, jovens empreendedores usam o momento de isolamento social para tirar as ideias do papel

Impulsionada pelo desejo de fazer faculdade de moda, a curitibana Pietra Lafemina de apenas 16 anos resolveu testar na prática os seus conhecimentos sobre a área. Há pouco mais de três meses, a estudante do segundo ano do Ensino Médio desenvolveu uma loja virtual de roupas no Instagram sob a marca PL (@use.pl), e tem se surpreendido com o resultado. Através de estratégias de marketing e para alcançar seu público-alvo, a jovem vende roupas para todo país.

“Ano passado eu comecei a me interessar mais pela área da moda e sempre tive curiosidade de saber como funcionava e então comecei a procurar mais sobre: assistia vários vídeos e pensei na possibilidade de criar a lojinha, mas guardei a ideia para mim. Até que conversei com meus pais e eles me apoiaram muito e eu comecei a correr atrás”, conta Pietra.

No primeiro momento, a estudante fez uma vasta pesquisa para saber o que iria vender e como era o funcionamento por trás de uma loja virtual, e de que forma poderia montar tudo sozinha, mas sem gastar muito dinheiro. Então criou a marca PL, suas iniciais que sempre gostou de assinar nos trabalhos que realiza. A partir de então criou o logo e deu início a procura por fornecedores.

“Pesquisei bastante, principalmente para não ter peças paradas, mas foi uma parte complicada, porque recebemos alguns feedbacks negativos quando pegávamos peças com nosso primeiro fornecedor. Então eu e minha mãe decidimos que era necessário trocar o fornecedor e fomos visitar outros. O que estamos hoje tem uma qualidade maravilhosa, além de uma variedade muito grande. Oferecemos peças P, M e G e plus size.  No momento de compra sempre penso o que vai agradar as clientes e tento pegar as que tenho certeza de que vou vender ou tenha a ideias, porque não escolho para a loja roupas que eu não usaria”, explica.

Em Curitiba, Pietra e a mãe fazem a entrega de carro caso a cliente seja moradora de bairros vizinhos. As peças são todas enviadas para todo país, e para calcular o frete é usado o aplicativo dos Correios, o que deixa as clientes bem informadas para terem certeza de que receberão os produtos.

Mesmo com a agenda lotada, ela fez questão de separar um dia da semana para fazer as entregas com a mãe. “Sou bailarina, faço aula de música e dança. Na minha escola temos contraturno às terças e quintas a tarde, então tenho que ter um horário muito regrado para que eu consiga fazer tudo. A lojinha não me atrapalha em nada porque o processo é bem rápido, a única coisa que demora é produzir as fotos, o que também separamos um dia específico”.

Adriane Lafemina, mãe de Pietra tem um papel fundamental nessa caminhada da filha rumo ao seu sonho. “Ela foi uma das pessoas que mais me ajudou, e a gente troca bastante ideias sobre a loja. Meus pais nunca foram rígidos, e isso sempre me impulsiou em fazer as coisas. Se meus pais acreditam em mim eu tenho certeza que vou conseguir atingir meus objetivos”, diz.

Através da experiência prática de ter seu próprio negócio, a jovem tem certeza do curso que deseja cursar futuramente. “Fazer faculdade de moda é um sonho que vem crescendo a cada dia, não achei eu me interessaria tanto, mas depois que conhecer mais a fundo e entender um pouco sobre, eu me vejo muito trabalhando com moda. Me apaxionei”, conta entusiasmada.

A marca PL recebe um ótimo retorno das clientes, e Pietra acredita que o empreendedorismo surgiu em um momento crucial para que entendesse o funcionamento da área que pretende seguir. “Eu acredito que nessa pandemia a gente precisa analisar as opções de trabalho, nem sempre seguir precisamos sair do ensino médio e ir direto pra faculdade e depois para o trabalho. Minhas amigas sempre falam que eu as inspiro, mas tento fazer isso sem colocar para as pessoas que isso é facil. É algo que precisa trabalhar muito e procurar, mas incentivo que acreditem nelas mesmas e corram atrás do que elas querem”.

“Eu acho que o processo da venda é o mais dificil principalmente na pandemia, mas é algo que estou aprendendo na prática com o passar do tempo. Melhor parte é quando recebo as mensagens das clientes falando que amou e quer muito comprar de novo. É gratificante”, finaliza.

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