Comércio usa tecnologia para vender mais na Black Friday

Pesquisa mostra que a união dos meios online e off-line amplia as vendas em até 40%

Há menos de um mês para a Black Friday, lojistas de todo Brasil preparam suas estratégias para a data que já se tornou uma das mais aguardadas pelos consumidores.

Em 2019 a Black Friday será no dia 29 de novembro e, segundo pesquisa de mercado da GFK Brazil, as vendas devem crescer 4% sobre o mesmo período de 2018. O setor de Bens Duráveis e Eletroeletrônicos – que engloba celulares, linha branca, linha marrom e eletro-portáteis – deve faturar em torno de R$ 13,5 bilhões.

Ainda de acordo com a GFK Brazil, o consumidor reconhece o Natal como um evento para presentear; a moda, por exemplo, é uma categoria que vende mais nessa data. Já a Black Friday é o evento para realizar os seus desejos e comprar inovações e lançamentos de tecnologia se beneficiando dos preços promocionais.

Integração de canais

Se a Black Friday já caiu no gosto do brasileiro, o jeito como ele compra também está se transformando. Agora o consumidor que vive conectado utiliza os meios online e off-line para fazer suas pesquisas e aquisições. A junção dos termos físico e digital criou a denominação Figital.

“Essa mudança de hábito mostra que precisamos integrar os ambientes online e físico para atender às diferentes motivações de uma jornada de compra cada vez mais Figital”, ressalta a especialista em varejo Fabíola Paes, co-fundadora da Neomode – empresa paranaense que desenvolve plataforma omnichannel para o varejo.

Com tantas mudanças em andamento, os comerciantes devem ficar atentos para aproveitar corretamente as datas especiais e turbinar seus negócios. Mais do que planejar o estoque, a equipe de vendas e as entregas, agora é necessáriopensar em estratégias e saber como “juntar”os pontos de vendas físicos com os meios online em apenas um único lugar.

Outra pesquisa do IDC Retail Insights – que traz a experiência mundial do cliente no varejo e estratégias de mercado – aponta que os consumidores omnichannel gastam até 40% a mais e são mais engajados com a marca, do que as pessoas que fazem a compra em apenas um canal.

Facilidades

Entre as novidades que chegam frequentemente ao mercado, uma conveniência tem crescido tanto no Brasil quanto em outros países: a opção de Clique & Retire. Essa modalidade permite ao comprador fazer as aquisições online [seja por app, site ou assistentes virtuais] e retirar seu produto na loja física mais próxima (escolhida por geolocalização) em 5 minutos, sem filas, sem custos de frete e sem longo tempo de espera.

Entre as companhias que já utilizam essas facilidades e conseguiram obter bons resultados, destaque para as Lojas Mercado Móveis (Lojas MM) – grupo paranaense com mais de 190 pontos de vendas em diferentes estados – e a Dufry, rede internacional de varejo em aeroportos. “Com o investimento na integração de canais a empresa tem obtido crescimento de 50% ao mês nas vendas pelo App Commerce”, destaca o Diretor Comercial das Lojas MM, Marcos Ribeiro Camargo.

“O investimento em inovação também permite análises de comportamento do consumidor e planejamentos mais assertivos em cada época do ano. Com isso, o lojista oferece o produto certo, nos meios adequados e com atrativos para facilitar a vida de quem compra”, destaca Fabíola Paes.

Dicas para não errar na Black Friday

Para o lojista que ainda não unificou os canais físicos e digitais, a recomendação é colocar esse trabalho no planejamento da empresa. Quanto mais rápido houver a integração, maiores serão as chances de vendas, pois todas as datas de varejo possibilitam ações específicas para atrair a clientela.

“Tudo pode ser melhor aproveitado com os serviços omnichannel – seja no Natal, nas compras de material escolar, Carnaval, Dia das mães, namorados, pais, crianças, Halloween. A integração do online com o físico possibilita novas campanhas de marketing ou promoções sazonais que assertivamente resultam em mais vendas”, conta Fabíola.

“Por sua vez, neste período de Black Friday consumidor também deve ficar atento. Ele deve monitorar os preços para garantir que as mercadorias não aumentem de valor e depois sejam remarcadas. Ao mesmo, pesquisar em sites variados, consultar aplicativos, assistentes virtuais, ver possíveis questionamentos em páginas conhecidas como o Reclame Aqui e sempre pedir a nota fiscal”, complementa a especialista.

 

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